Caixinha

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A idade certa



Dizem que pra tudo na vida tem a hora certa. E será que pra tudo o que queremos fazer existe a “idade certa”?

Com certeza, você já viu aqueles anúncios de emprego bem simpáticos, tipo: “Precisa-se de moço(a), com idade entre 18 e 25 anos, para vendedor”, ou “Procura-se profissional de marketing com idade entre 25 e 30 anos”.

Além de outras situações, como querer ver um determinado filme, dar um beijo em público, frequentar um curso, transar... Questões que, dependendo da idade – seja ela a mais ou a menos –, acabam nos constrangendo devido a tantas regras e imposições sociais!

De repente, encaixar-se em determinadas situações fica tão difícil quanto acertar na Megasena! Se você tem 15 anos, acaba querendo ter 20, se tem 25, seria melhor ter 18, se tiver 60, gostaria de ter 40... Afinal, será que nós somos apenas uma “idade”?

Claro que existem certas situações que exigem uma determinada idade para que possamos participar com mais conhecimento, ou mesmo para que possamos entendê-las melhor. Porém, não dá pra massificar tudo e todos! Você tem a sua vivência e, com certeza, tem ou teve experiências que são só suas.

Acho que, mais do que nunca, é muito importante estar atento e olhar um pouco para dentro de nós mesmos, buscando, bem lá no fundo, o que achamos que seria bom fazer na idade que temos hoje! Atitudes e opiniões próprias sempre fazem bem. Continuar questionando tudo e todos, também.

Um amigo me deu uma dica que eu achei incrível: “Canse de ouvir antes de falar!” Só é possível questionar, criticar e modificar as coisas que nos parecem estranhas, e, muitas vezes, sem lógica alguma, a partir do momento que tivermos conhecimento e diálogo.

Que tal assistir um bom desenho animado, ler um livro do Fernando Pessoa, ouvir uma sonata de Bach, baixar um MP3 que você curte e até levar aquele “papo-cabeça” com seu filho, seu pai, sua avó ou seu netinho? Todos eles têm a idade certa...

Escrito por Tony Bernstein

Os benefícios da hidroterapia e hidroginástica para a terceira idade



A Política Nacional de Saúde do Idoso assume que “o principal problema que pode afetar o idoso é a perda de sua capacidade funcional, isto é, a perda das habilidades físicas e mentais necessárias para realização de atividades básicas (relacionadas a ações básicas do cotidiano e que suprem as necessidades fundamentais, como o autocuidado) e instrumentais da vida diária (tarefas mais complexas, como a adaptação do indivíduo ao meio ambiente, relacionadas à mobilidade)”. Para termos uma ideia, a proporção de idosos que apresenta comprometimento em sua capacidade funcional aumenta com o avançar da idade e alguns autores apontam um declínio em torno de 12% ao ano após os 45 anos (Perracini et. al, 2009).
Nesse sentido, tendo-se em vista à promoção e reabilitação da capacidade funcional dos idosos, existem programas como a hidroginástica e a hidroterapia. A Hidroterapia é um recurso fisioterapêutico baseado em condutas e exercícios personalizados para cada pessoa ou grupos semelhantes, com o intuito de acelerar e facilitar a reabilitação. Ela trata as disfunções ortopédicas, vasculares, respiratórias, traumatológicas, neurológicas e pós-cirúrgicas.
Além disso, “qualquer pessoa, de qualquer idade, que tenha problema na coluna, joelho, quadril, tornozelo, osteoporose ou problemas neurológicos podem usufruir dos benefícios destes dois programas. No entanto, é necessário uma pré-avaliação e um encaminhamento do médico. Após o encaminhamento médico é realizada uma avaliação onde é traçado o tratamento mais indicado para o interessado. Uma vez que a dor é eliminada, encaminha-se o paciente para fora das piscinas para que a reabilitação também continue com a prática do exercício”, complementa a fisioterapeuta e educadora física Adriana Gomes.A Hidroginástica, por sua vez, é composta por um conjunto de exercícios corporais realizados em uma piscina que visam o fortalecimento muscular, o condicionamento físico geral, cardiovascular e respiratório. Hidroterapia e Hidroginástica são duas atividades distintas, porém complementares, na medida em que oferecem em conjunto um leque de oportunidades aos idosos para prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, assim como documentado no artigo 15 do capítulo IV do Estatuto do Idoso.
Tais programas são oferecidos gratuitamente aos seus associados no SESC, em universidades públicas e, em São Caetano do Sul, o município com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil, oferece-se aos seus munícipes com idade igual ou superior a 50 anos, em dois de seus quatro Centros Integrados de Saúde e Educação da Terceira Idade (CISEs). Atualmente, nos CISEs, há cerca de 900 cadastrados com idade igual ou superior a 50 anos, em sua maioria idosos, que participam da hidroginástica que é oferecida em turmas de 50 alunos, divididas em períodos matutinos e vespertinos.
Na hidroterapia são ofertadas 10 sessões e ao término o paciente é reavaliado para verificar se é necessária a continuidade do tratamento. O tratamento é realizado individualmente e em grupos, sendo que o atendimento individual é direcionado àqueles mais debilitados que necessitam de um tratamento mais específico.
Por fim, tendo-se em vista os benefícios do envelhecimento ativo, “processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas” (OMS, 2005). Cremos que, por intermédio de serviços de hidroterapia e hidroginástica, em conjunto com outros serviços e atividades disponibilizados nos CISEs, SESCs, universidades e, em outras instituições, criam-se oportunidades para um envelhecimento ativo e, consequentemente, para uma velhice bem-sucedida aos idosos que desejam aliviar suas dores e, ao mesmo tempo, almejam adquirir novos amigos e realizar uma atividade física.
Texto por: Tiago Nascimento Ordonez (Diretor Científico da Associação Brasileira de Gerontologia e Gerontólogo da Coordenadoria da Terceira Idade de São Caetano do Sul), Eva Bettine e Thais Bento Lima (Presidentas da Associação Brasileira de Gerontologia), Andrey Silva Lima (Coordenador da Fisioterapia dos Centros Integrados de Saúde e Educação da Terceira Idade de São Caetano do Sul) e Áurea Soares Barroso (Coordenadora da Coordenadoria Municipal da Terceira Idade de São Caetano do Sul.

Há emprego na terceira idade?


Muito provavelmente se alguém chegar para conversar com você sobre as condições de emprego existentes no Brasil, encontrará uma negativa de sua parte. Não é um erro, tendo em vista que moramos em um país em pleno desenvolvimento onde, muitas vezes, a oferta de profissionais tende a ser superior ao número de vagas disponíveis no mercado. E quando se fala em emprego para a terceira idade, o cenário fica um pouco mais tenebroso. Existe emprego após a terceira idade?
Dados comprovam que em setembro de 2010 a taxa de taxa de desocupação de pessoas acima de 50 anos chegou a 2,2%. Isso qualifica como confortável o cenário de pleno emprego. Mas o que é o pleno emprego?
Definição. Entender de pleno emprego e sua definição pode ter variáveis de cultura para cultura, de país para país. A Organização Mundial do Trabalho define que se tem o pleno emprego quando a taxa de desocupados em uma nação é inferior a 3%. Esse índice é calculado de acordo com os registros nos países desenvolvidos no mundo pós-guerra. No caso do Brasil para a terceira idade, os ventos são mais positivos, a contar de setembro de 2009. Entenda: a taxa de 2,2% de trabalhadores sem ocupação representa o índice daqueles que estão em transição entre um emprego e outro.
No Brasil. Os resultados de recentes pesquisas mostraram que o número de trabalhadores mais velhos, perto da terceira idade, com 50 anos ou mais aumentou. Esses resultados são reflexos do aumento na qualidade de vida da população e seu consequente envelhecimento. Ou seja: a terceira idade passou a ser mais importante, a ter voz e vez no mercado de trabalho e econômico do país. Entre outros fatores, percebe-se também que a falta de profissionais capacitados para determinadas áreas faz que os antigos profissionais permaneçam por mais tempo em seus cargos. O que de certa forma nos faz perguntar: por que ainda há tanto preconceito com idade e trabalho?
Ocupações. O ranking das ocupações que mais empregaram a terceira idade em 2012 teve dirigentes públicos em primeiro lugar (66.347), seguido por professores do ensino fundamental (66.315) e construção civil (36.411). O setor da construção, aliás, é um dos que apresentam saldo positivo para essa faixa da população (de mais de 21 mil postos). Ou seja, houve abertura de vagas para pessoas com mais de 50 anos.
Já entre os professores do ensino fundamental, as demissões superaram as contratações em 1.537 vagas [...]. Além da construção, foram abertas novas vagas para a terceira idade entre motoristas e nos setores de alimentação e de serviços domésticos. Os estados do Piauí, Roraima e Ceará também abriram novas vagas para quem tem 50 anos ou mais.
Os novos postos para essa faixa etária surgem na esteira do crescimento econômico e, tanto o setor em que elas são abertas, quanto a região do País em que acontece, reflete isso.
A grande variação no setor público se dá porque, segundo pesquisas, existe mais estabilidade nesse setor.

Educação na melhor idade


Não é de hoje que a educação, seja no Brasil ou em qualquer outro país, é um quesito de extrema importância para a formação de um cidadão coeso com as regras de convivência de uma sociedade crescente. Desde os primeiros anos de vida até a formação de um profissional pleno em sua carreira, o aprendizado e as práticas escolares são essenciais. Mas é quando se chega à terceira idade que esse aprendizado é de certa forma esquecido. A educação brasileira evoluiu e amadureceu durante os anos. Se antes o seu objetivo central era acabar com o baixo índice de alfabetização entre os adultos, agora o centro das atenções é garantir que esses novos cidadãos alfabetizados tenham uma formação especializada em suas áreas de atuação a partir da intervenção de professores universitários.
Uma tendência notável atualmente que é diretamente proporcional à expectativa de vida são os investimentos econômicos e materiais que se tem feito nesse campo e para esse público. Na Europa a tendência é ainda maior se observados os investimentos e retornos na educação para pessoas maiores; hoje há universidades específicas para essa demanda.
Fato curioso e digno de comparação é o interesse da terceira idade pelo constante aprendizado. Enquanto a parcela de jovens estudantes universitários dedica sua vida em sair da universidade e começar a exercê-la de fato, os mais velhos tendem a procurar permanecer dentro das universidades, muitas vezes matriculando-se em novos cursos mesmo após o término recente de outro.
As atividades. De certa forma, destaca-se para alunos da terceira idade atividades que combinam o lazer e a aprendizagem, até a manutenção da autoestima. Os professores universitários dessa faixa etária tem ainda a importante missão de garantir que os alunos sintam-se mais comumente realizados. É aqui onde começa uma árdua missão para os dois lados da mesma moeda: garantir sorrisos e conquistas.

Velho ou Idoso?



IDOSA é a pessoa que tem muita Idade;

Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade.

A idade causa degeneração das células;

A velhice causa degeneração do espírito.

Por isso, nem todo idoso é velho e há velho que nem chegou a ser idoso.

O mesmo ocorre com as coisas: há coisas que são idosas (antigas) e há coisas que são velhas. Um vaso da dinastia Ming (1368-1644) pode ser uma antigüidade, uma relíquia que não tem preço; um outro de apenas 50 anos ou menos, pode ser um vaso velho a ser relegado a um depósito.

Você é idoso quando pergunta se vale a pena;

Você é velho, quando sem pensar responde que não.

Você é idoso quando sonha;

Você é velho quando apenas dorme.

Você é idoso quando ainda aprende;

Você é velho quando já nem ensina.

Você é idoso quando pratica esportes ou de alguma forma se exercita;

Você é velho quando apenas descansa.

Você é idoso quando ainda sente AMOR;

Você é velho quando só sente ciúmes e possessividade.

Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida;

Você é velho quando todos os dias parecem o último da longa jornada;

Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs;

Você é velho quando seu calendário só tem ontens.

Idosa é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência; ela é uma porta entre o passado e o futuro e é no presente que os dois se encontram.

O velho é aquele que tem carregado o peso dos anos; que em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite o pessimismo e a desilusão. Para ele, não existe ponte entre o passado e o presente, pois lá existe um fosso que o separa do presente, pelo apego ao passado.

O idoso se renova a cada dia que começa,

O velho se acaba a cada noite que termina,

Pois enquanto o idoso tem seus olhos postos no horizonte, de onde o sol desponta e a esperança se ilumina, o velho tem sua miopia voltada para os tempos que passaram.

O idoso tem planos, o velho tem saudades.

O idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos;

O velho se emperra no seu tempo, se fecha em sua ostra e recusa a modernidade.

O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e preenhe de esperança. Para ele o tempo passa rápido e a velhice nunca chega.

O velho cochila no vazio de sua vidinha e suas horas se arrastam, destituídas de sentido.

As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso; as rugas do velho são feias, porque foram vincadas pela amargura.

Em suma, o idoso e o velho são duas pessoas que até podem ter, no cartório, a mesma idade cronológica, mas o que têm são idade diferentes no coração.


Jocardo